sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Este vídeo comprova a atuação da ONG Nova Cambuquira na ação civil pública contra a Codemig e o correto trabalho da Promotoria na figura do Dr. Cristiano Rocha Gazal.
Trata-se da obra que começou a ser feita na Fonte, com a nova canalização.
Quem fala é o Vice-Presidente da Codemig, o Dr. Carlile.
Presentes ao evento:
Secretária de turismo Érica Drumond, Prefeito, Presidente da Camara, autoridades em geral e sociedade civil.
Marilia Noronha

sábado, 7 de novembro de 2009


A Ong Nova Cambuquira tem o grande prazer de convidar para o lançamento do livro do Dr. Bergson Cardoso Guimarães, Coordenador das Promotorias Ambientais da Bacia, sobre as águas minerais, com todo o histórico de nossa luta e capítulo sobre Cambuquira.
Creio que mais que a nobreza de caráter, retidão, brilhantismo como autor, o Sul de Minas fica devendo eternamente ao grande amigo Dr. Bergson Cardoso Guimarães, lições de desenvolvimento sustentável, direito do cidadão, aprendizado sobre direito difuso e mais que tudo um orgulho imensurável de privar de sua amizade.
Contamos com todos os amigos e autoridades de Cambuquira que muito devem ao Dr. Bergson pela defesa corajosa do Circuito da Águas.
Atenciosamente,
Marilia Noronha

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Ong Nova Cambuquira

"Temos certeza que todos os cambuquirenses sabem da luta da ONG Nova Cambuquira e não vão se deixar levar pelas inverdades de certos 'representantes do povo'.Este blog mais uma vez parabeniza a coragem e a postura ética dessa entidade que sempre se colocou na defesa do nosso maior patrimônio que é a ÁGUA e do meio ambiente em que vivemos."

Postado por Antonio Almeida

O minério não tem duas safras

Minas não será o chapeuzinho vermelho, como quer o ministro das Minas e Energia Edison Lobão. O desabafo é do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV), que luta desde o início do seu mandato para fazer o novo marco regulatório da mineração, incluindo o aumento dos royalties, o que beneficiará Minas - produtor de 70% do minério brasileiro - e outros Estados produtores.
Hoje, 20 projetos discutem, no Congresso, os royalties dos minérios. O próximo capítulo da novela começa em breve, com a criação de uma comissão especial na Câmara Federal para debater o novo marco regulatório da mineração. No petróleo o final foi feliz ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso, com benefícios a Estados produtores como o Rio de Janeiro, agora de olho no pré-sal. No caso da mineração, a nova lei, se votada, pode incluir tópicos importantes como a desmontagem dos Departamentos Nacionais de Produção Mineral (DNPMs) -, que seriam transformados em uma única agência reguladora. "Afinal", diz-me José Fernando, "da forma simplória como são feitos os registros de jazidas de minério, quem supostamente chega primeiro bebe água limpa, ou minério limpo". Enquanto isso, a corrupção cresce como mato nos DNPMs em relação às pequenas, médias e grandes jazidas - realidade que o deputado do PV mineiro quer mudar com a agência reguladora.

José Fernando pede o apoio da bancada de Minas e de outros setores do Estado para a luta pelo novo marco regulatório da mineração, que é importante para o país e mais ainda para Minas - o maior produtor mundial de minério, que não tem duas safras, como lembra o velho slogan. Precisamos, para cobrir os buracos, de montanhas de royalties para que Minas, como a Itabira de Carlos Drummond, não seja apenas um retrato dolorido na parede.

sábado, 24 de outubro de 2009

Ofício nº. 32/09
Serviço: ONG Nova Cambuquira
Para: Érica Drumond
Assunto: Verba reforma Parque de Cambuquira



Cambuquira, 07 de outubro de 2009



Prezada Sra. Érica Drumond,
A ONG Nova Cambuqui ra, preocupada há mais de dez anos com o estado caótico que a COMIG e posteriormente denominada CODEMIG, desconheceu a importância do Parque das águas de Cambuquira mesmo mediante sucessivas audiências públicas e pedidos não só a estes órgãos como aos próprios Governadores, para que o estado de Minas detentor da conservação do patrimônio público não só fizesse as obras emergenciais,bem como posteriormente a conservação do patrimônio a ela conferido, e pela falta destas mesmas atitudes,acabou ocasionando danos e turisticamente inviabilizando esta cidade de trabalhar com turismo,visto que seu maior chamariz de divulgação,o produto,estava dilapidado pelo próprio estado de Minas, justifica-se pedido pelos motivos abaixo citados:

1) Visto que o Governador está investindo pesadamente no Centro administrativo
E que conforme descrito abaixo, a verba é da CODEMIG
VEJA
» Revistas » Edição 2128 / 2 de setembro de 2009
“Cinco mil operários trabalham em ritmo acelerado há dois anos para finalizar a Cidade Administrativa ainda neste governo.
Ao fim, ela terá consumido 1,4 bilhão de reais: as obras civis custarão 1,2 bilhão de reais e os móveis e equipamentos outros 200 milhões de reais. Só as 22 000 cadeiras, os 10 000 armários e as 1 000 mesas harmonizados com as linhas de Niemeyer demandarão 80 milhões de reais. Aécio Neves explica que os recursos não saíram dos cofres do Tesouro estadual, mas da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), uma estatal abastecida com royalties das mineradoras e que só pode gastar seus recursos em obras de infraestrutura.
Pelo cronograma oficial, o palácio e o auditório já estarão prontos em dezembro deste ano. Aécio pretende despachar em seu novo gabinete já em janeiro. Os demais prédios poderão ser ocupados a partir de março. Mas a realocação dos funcionários ocorrerá de forma gradual até o fim do próximo ano – antes, portanto, que o novo governador tome posse.”


2) Visto que,em reunião que tivemos com a Sra. em Belo Horizonte,onde entregamos farta documentação e diagnóstico sobre esta cidade e suas necessidades,com oficio também da Hotelaria e Associação comercial
Que nesta mesma reunião a Senhora afirmou que conhecia o problema e que Cambuquira precisaria de mais de 4 (quatro) milhões para esta reforma com o intento de revitalizar o turismo nesta cidade
A ONG Nova Cambuquira, sabedora do interesse da Sra. Como Secretária de Turismo do Estado,que tem feito um belíssimo trabalho de divulgação no exterior,das potencialidades do turismo mineiro,vem respeitosamente requerer que interceda junto ao Governador Aécio Neves e CODEMIG,que destine as verbas necessárias para reconstrução adequada das instalações do Parque das Águas de Cambuquira,necessidades conforme fotos ilustrativas no CD entregue em mãos.
Nós da sociedade civil ainda acreditamos que a responsabilidade deve ser solidária ,é claro que nós não estamos nos furtando de nossas responsabilidades enquanto administração pública e civil,mas exigimos que o Patrimônio que foi colocado sob a tutela do Estado de Minas Gerais seja recuperado pelo Governo de Minas através da CODEMIG

Respeitosamente,



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Gilson Benatti de Aquino
Presidente da ONG Nova Cambuquira




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Marilia Noronha
Vice Presidente da ONG Nova Cambuquira





ONG NOVA CAMBUQUIRA – DECLARADA DE UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL E MUNICIPAL.
Av. João de Brito Pimenta 466 – Centro – Cambuquira – MG – 37420-000
Tel. (35)3251-1066 E-mail: mnoronha@starweb.com.br
Site: www.acquasul.com

Campanha contra água mineral em garrafa descartável chega à Suíça

Devido ao seu balanço ambiental negativo, o consumo de água mineral engarrafada deve ser proibido na Suíça, propõe o deputado federal Jacques Neirynck, do Partido Democrata Cristão (PDC).
"A polêmica tomou as feições de uma caça às bruxas", diz Peter Brabeck, presidente da Nestlé, empresa líder mundial no mercado de água mineral.
Uma campanha iniciada nos Estados Unidos, propondo o consumo de água de torneira em vez de água mineral para proteger o meio ambiente, atinge também a Suíça.
Durante uma conferência em 23 de junho passado, 250 prefeitos dos EUA decidiram que nas suas cidades não será mais comprada água mineral com dinheiro dos contribuintes. Igrejas e organizações estudantis apóiam a "Anti Bottled Water Campaign".
Na Suíça, alguns restaurantes já oferecem jarras de água da torneira aos seus fregueses. O deputado Jacques Neirynck, ex-reitor da Escola Politécnica Federal de Lausanne, quer propor na sessão de outono do Parlamento a proibição da água mineral no país. Ela então só poderia ser comprada sob receita médica.
"São necessárias medidas restritivas para economizar energia. Gasta-se energia demais com a produção da garrafa, o engarrafamento e o transporte. Se não quisermos ter uma nova usina nuclear, temos de renunciar à água engarrafada", argumenta.
120 litros de água mineral per capita
Cada um dos 7,5 milhões de suíços consome cerca de 120 litros de água mineral por ano. O consumo mais do que duplicou nos últimos 20 anos, período em que as importações quase dobraram. Quase um terço do mercado suíço é coberto por água importada.
Segundo um estudo da Esu-Services, de Uster (perto de Zurique), para um litro de água mineral engarrafada e transportada por um longo trajeto são gastos 3,2 decilitros de petróleo.
Dois decilitros de petróleo são gastos por litro quando a água mineral é retirada de uma fonte na Suíça, colocada em garrafa PET (reciclável) e refrigerada antes de ser servida.
Para a obtenção de um litro de água de torneira, não refrigerada, o consumo de energia equivale a 0,3 mililitros de petróleo – mil vezes menos do que para a água mineral em garrafa de vidro, importada e refrigerada.
"A carga para o meio ambiente decorre principalmente da refrigeração, da embalagem e do transporte", diz Niels Jungbluth, gerente-executivo da Esu.
Nestlé rebate críticas
A Nestlé Waters, líder global do mercado, rebate as críticas feitas por políticos e peritos, dizendo que a água mineral de suas marcas representa apenas 0,0009% da água potável consumida no mundo.
Na Suíça, 75% de todas as garrafas PET são recicladas, diz Philippe Oertlé, porta-voz da Nestlé. Ele explicou ao jornal Tagesanzeiger que a empresa reduziu em 22% nos últimos cinco anos o peso da embalagem da água mineral.
Segundo o presidente da Nestlé, Peter Brabeck, "a polêmica tomou as feições de uma caça às bruxas. Quem quiser economizar água por motivos ecológicos tem de tomar mais água mineral e menos água de torneira", disse ao jornal Sonntagszeitung.
Brabeck argumenta que a água engarrafada provoca o menor consumo de água para levar líquido da melhor qualidade ao consumidor. "Como o preço da água de torneira é baixo demais, por motivos políticos, não há como investir o suficiente nas redes. Nos países em desenvolvimento, 70% da água potável é desperdiçada por furos na rede; na União Européia, 30%."
O presidente da Nestlé concorda que existe um direito humano à água. "Cinco litros por pessoa diariamente para beber e 20 litros para a higiene. O que passar disso tem de ser vendido a preço de mercado. Do contrário, serão subvencionadas piscinas em campos de golfe", afirma.
David contra Golias
Uma alternativa pode ser a água do tipo Club Soda (água encanada, filtrada, gaseificada e enriquecida com bicarbonatos, citratos, fosfatos e outros tipos de sais minerais). Ela prejudica cinco a oito vezes menos o meio ambiente do que água mineral, conclui o estudo da Esu.
Segundo Aaron Husy, gerente da Club Soda Distribution, em Vevey, a empresa vendeu até agora um milhão de cilindros de bicarbonato na Suíça – entre 300 mil e 400 lares formam o "núcleo" dos usuários fiéis. Cada cilindro de gás dura cerca de dois anos.
Husy considera-se um "David contra o Golias" das multinacionais que controlam o mercado de água mineral engarrafada: Nestlé Waters, Danone, Coca-Cola e Pepsi. Mas ele diz que já sente o resultado do apelo ecológico da água do Club Soda.
"Hoje somos suficientemente fortes para questionar a venda de garrafas de plástico e vidro, que são ecologicamente problemáticas, sem que sejamos esmagados como uma mosca pelos grandes", disse Husy ao jornal Tagesanzeiger.

Swissinfo, Geraldo Hoffmann (com agências e jornais)